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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 26 a 35 anos MSN - huguinho_razao@hotmail.com
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DESABAFO DE UM...
Tem certos momentos na vida que são pesados. Tudo o que eu deixei de fazer no passado, reflete no futuro. Até que ponto vale a pena ser bonzinho? Será que é bom estar sempre alegre e esconder as suas tristezas? Como será que descobrimos o que há de planos para nossa vida? Sempre digo que as pessoas não aparecem por acaso em nossa vida, sempre vamos aprender algo com elas, pena que às vezes é de uma maneira que nos magoa (pelo menos acontece comigo). Você quer saber como eu me sinto? Vá a um laboratório ou a um labirinto. Recite um poema de Baudelarie, ouça Bahaus, assista um drama, chore com uma comédia, adimire um quadro de Van Gogh. Estou preenchido de vícios e virtudes que influenciam em todas as minhas derrotas e pouco se manifestam nas minhas raras vitórias. 
Escrito por Hugo, Huguinho, Miltão, Xará às 09h32
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Madrugada - Adolfo Casais Monteiro Ah! Este poema das madrugadas, que há tanto tempo enrodilhado num sem-fim de estados de alma me obcecava, tirânico, sem se deixar fixar! ...
Madrugada... e esta solidão crescendo, esta nostalgia maior, e maior, e maior, de não se sabe o quê — nunca se sabe o quê... que haverá nestas horas sozinhas e geladas, para assim trazer à tona as indefinidas mágoas, as saudades e as ânsias sem motivo — de que não sabemos o motivo?...
Vieram as saudades do tempo de menino — ou dum paraíso lá não sei onde? Ah! que fantasmas pesaram sobre os ombros, que sombras desceram sobre os olhos, que tristeza maior fez maior o silêncio? A que vem esse calor distante e absorto, esse calar, esses modos distraídos? Meu pobre sonhador! a esta hora porventura se desvenda a Suprema Inutilidade? e a definitiva ilusão de tantos gestos?
Interroga, interroga... vai sonhando, sem que saibas sequer o caminho que segues vai, distraído e pensativo, alheio de hoje, vivendo já o derradeiro segundo...
Que a madrugada tem o pungir das agonias, mas alheio, como o fim dum pesadelo...
Escrito por Hugo, Huguinho, Miltão, Xará às 07h05
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SEMPRE A MESMA
Semper EademCharles Baudelaire"De onde te vem, responde, essa tristeza infinda Que galga, como o mar, o negro e nu rochedo?" - Quando no coração nossa colheita finda, viver é um mal. Ninguém ignora este segredo. Uma dor muito simples, nada misteriosa, A todos familiar, como tua alegria. Nada queiras saber, minha bela curiosa! E, embora a voz te seja afável, silencia! Cala-te tola! alma de tudo embevecida! Boca de riso ingênuo! Ainda mais que a Vida, A Morte nos enlaça em seus sutis idílios. Deixa-me o coração confiar no que suponho, Dentro em teus olhos mergulhar como num sonho, E dormir longo tempo à sombra de teus cílios! Fonte: www.geocities.com
Escrito por Hugo, Huguinho, Miltão, Xará às 06h52
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