- Parece que estou começando um relacionamento sério. Evocê?
- Parece que estou terminando um.
- Sério?
- Não, não era sério, porque se fosse, nós não estaríamos terminando. Faltou seriedade com os sentimentos de um e do outro. O seu você acha que vai dar certo?
- A idéia é esta, né? Além do mais, estou apaixonado!
- Mas você não se apaixona! O que esta menina tem de mais?
- Não sei. Às vezes, acho que tem tudo ou que não tem nada. Só sei que de repente, me apaixonei. Estranho seria se eu não me apaixonasse por ela.
- Ah, já sei. Ela tem um All Star azul! Você disse, uma vez, que quando encontrasse uma menina que usasse um All Star azul, você se apaixonaria por ela.
- É, mas eu não tenho um All Star preto de cano alto. Coincidiu sim de ela ter um All Star azul, mas ela foi usá-lo no terceiro encontro, portanto, fiquei sabendo depois.
- Que bom! Torço para que dê certo.
- Valeu! Ah, você pode continuar ligando pra mim sempre que precisar conversar. Somos amigos.
- Ah, é? E se ela não gostar?
- Desencana, já falei que eu e você somos amigos.
- Valeu. Bem, preciso ir. Então, a gente se fala.
- Beleza, a gente se fala. Até mais.
E os dois saem em caminhos opostos.
Segredos
Frejat
Composição: Frejat
Eu procuro um amor Que ainda não encontrei Diferente de todos que amei...
Nos seus olhos quero descobrir Uma razão para viver E as feridas dessa vida Eu quero esquecer...
Pode ser que eu a encontre Numa fila de cinema Numa esquina Ou numa mesa de bar...
Procuro um amor Que seja bom prá mim Vou procurar Eu vou até o fim...
E eu vou tratá-la bem Prá que ela não tenha medo Quando começar a conhecer Os meus segredos...
Hum! Hum! Huuuum!...
Eu procuro um amor Uma razão para viver E as feridas dessa vida Eu quero esquecer...
Pode ser que eu gagueje Sem saber o que falar Mas eu disfarço E não saio sem ela de lá...
Procuro um amor Que seja bom prá mim Vou procurar Eu vou até o fim...
E eu vou tratá-la bem Prá que ela não tenha medo Quando começar a conhecer Os meus segredos...
Hum! Hum! Huuuum!... Hum! Hum! Huuuum!...
Procuro um amor Que seja bom prá mim Vou procurar Eu vou até o fim...
Eu procuro um amor Que seja bom prá mim Vou procurar Eu vou até o fim...
Que horas são Fui paciente por virtude quem sabe esperar seu tempo é compensado com saúde
Onde estão Se foram sem saber Fico mais velho a cada dia Mas não paro de aprender
O que era certo eu mesmo percebi Daquele jeito cheguei até aqui Fui mais esperto, esperei a minha vez E não parei de rir Vai saber se foi mais um sonho desses que eu só lembro bem depois Como se eu fosse criança descobrindo o mundo mais de perto Invento mais uma dança pra fugir de tudo que era incerto Incerto como o amanhã ...
Como é bom tentar o mais difícil E conseguir logo pra te dizer: - Agora sei que é possível Confissão Se Deus me ajudou Minha coragem fez acreditar Que era o seu amor
O que era certo eu mesmo percebi Daquele jeito cheguei ate aqui Fui mais esperto, esperei a minha vez E não parei de rir Vai saber se foi mais um sonho desses Que eu só lembro bem depois Como se eu fosse criança descobrindo o mundo mais de perto Invento mais uma dança pra fugir de tudo que era incerto Incerto como o amanha, mais um dia ... (2x)
"Essa saudade eu sei de cor/ Sei o caminho dos barcos"
Bem, não será desta vez, vou (ou vamos) ter de esperar mais um pouco.
"Eu não posso dar o que os homens chamam de amor"
E estou vendo que não posso mesmo. Estou tendo quase a certeza de que este lance de se apaixonar não é pra mim. Já falei que não iria mais; não sei porque insisto nisso. Vou continuar sendo membro da plêiade dos filósofos pessimistas e vou me juntar também ao grupo do Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos e toda a turma deles.
Se a ilusão de minh'alma foi mentida E, leviana, da árvore da vida, As flores desbotei... Se por sonhos do amor de uma donzela Imolei meu porvir e o ser por ela Em prantos esgotei...
(Álvares de Azevedo)
Como um fantasma que se refugia Na solidão da natureza morta, Por trás dos ermos túmulos, um dia, Eu fui refugiar-me á tua porta!
(Augusto dos Anjos)
A cada acontecimento estou aprendendo a conviver melhor com esta idéia de ser solitário. Vou deixar a idéia de Paixão para aqueles que merecem. Se eu merecer um dia, que ela venha direto se apresentar sem fazer muitos rodeios e se tiver que entrar novamente neste processo de conquista, que venha a arte de desencanar, a qual já me aperfeiçoei. Para mim, a Paixão tem dois lados, o positivo e o negativo, o negativo está relacionado ao sofrimento e o positivo ainda não sei e estou desencanando de conhecer (viva a arte de desencanar!!!!!). Também não a entendi, porque apareceu de repente.
Vou continuar andando só, como só eu sei andar sem saber até quando.
Desculpe-me minhas amigas e meus amigos.
Escrevi que entendi e que respeitava suas decisões e seus momentos, só não me entendi.
Vou começar a procurar o caminho dos barcos e quando achar o meu barco, vou mudar para a minha ilha deserta.
Tem certas coisas que eu estou na dúvida se entendi mesmo ou se apenas aceitei.
Será que dá tempo e possibilidades de transformar o meu lado romântico por um lado mais grosseiro?
Eu não consigo mais me concentrar Eu vou tentar alguma coisa para melhorar Já estou vendo TV como companhia
Sob um leve desespero Que me leva, que me leva daqui
(Capital Inicial)
Será que você vai saber o quanto penso em vc com o meu coração?
Não, não vai. Tudo terminou antes de começar. O que me resta agora?
Procurar o caminho dos barcos.
Pode ser que eu mude e leve tudo isto que escrevi por água abaixo?
Pode até que algum fato prove o contrário a ponto de me convencer.
Enquanto isto não ocorre, vou procurar o caminho dos barcos.
Os Barcos
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Você diz que tudo terminou Você não quer mais o meu querer Estamos medindo forças desiguais Qualquer um pode ver Que só terminou pra você
São só palavras teço, ensaio e cena A cada ato enceno a diferença Do que é amor ficou o seu retrato A peça que interpreto,um improviso insensato Essa saudade eu sei de cor Sei o caminho dos barcos
E há muito estou alheio e quem me entende Recebe o resto exato e tão pequeno É dor, se há, tentava, já não tento E ao transformar em dor o que é vaidade E ao ter amor, se este é só orgulho Eu faço da mentira, liberdade E de qualquer quintal, faço cidade E insisto que é virtude o que é entulho Baldio é o meu terreno e meu alarde Eu vejo você se apaixonando outra vez Eu fico com a saudade e você com outro alguém
E você diz que tudo terminou Mas qualquer um pode ver Só terminou pra você Só terminou pra você
A Clarissa mencionou o vídeo desta música hoje em nossa conversa pelo telefone. Parece que ela estava procurando o vídeo dela mesmo pelo que entendi. Assim, resolvi postá-lo no blog. Não tem a ver ainda com o momento que estou vivendo, mas a música é muito boa e o clip também.
Por Você
Composição: Frejat
Por você eu dançaria tango no teto, Eu limparia os trilhos do metrô, Eu iria a pé do Rio a Salvador...
Eu aceitaria a vida como ela é, Viajaria a prazo pro inferno, Eu tomaria banho gelado no inverno.
Por você... Eu deixaria de beber, Por você... Eu ficaria rico num mês, Eu dormiria de meia pra virar burguês.
Eu mudaria até o meu nome, Eu viveria em greve de fome, Desejaria todo o dia a mesma mulher...
Por você... Por você... Por você... Por você...
Por você,
Conseguiria até ficar alegre, Pintaria todo o céu de vermelho, Eu teria mais herdeiros que um coelho.
Eu aceitaria a vida como ela é, Viajaria à prazo pro inferno, Eu tomaria banho gelado no inverno.
Eu mudaria até o meu nome, Eu viveria em greve de fome, Desejaria todo o dia a mesma mulher.
Por você... Por você... Por você... Por você...
Eu mudaria até o meu nome, Eu viveria em greve de fome, Desejaria todo o dia a mesma mulher...
Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta, Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter, Pergunto a mim próprio devagar Porque sequer atribuo eu Beleza às coisas.
Uma flor acaso tem beleza? Tem beleza acaso um fruto? Não: têm cor e forma E existência apenas. A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão. Não significa nada. Então porque digo eu das coisas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver, Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens Perante as coisas, Perante as coisas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!
Na sala, muita vez, junto aos que estão contigo, Noto entrando que ao ver-me, entre surpresa e enleio Ficas, como se acaso um sofrimento antigo Eu te viesse acordar lá no íntimo do seio.
Por que enleio e surpresa? Olham-te, e empalideces; Pões a vista no chão, fazes que desconheces Estar ao pé de ti quem te perturba; acaso Vais distraída; aqui tocas a flor de um vaso, Ali de um velho quadro atentas na gravura; Achegas-te à janela, olhas a tarde pura, Voltas. De face então vês-me a estremecer. Quase Disseste o que dizer te anseia há muito; a frase Íntima, breve e ardente, em teu lábio purpúreo Aflou num palpitar, fez ouvir um murmúrio, Mas refluiu... Em torno atentos te encaravam. Foi quando para mim teus grandes olhos voaram, Voaram, vieram, assim como do firmamento Duas estrelas, e a alma unindo a um pensamento Único, em fluido a escoar dos raios de ouro em molhos, Somem-se em mudo assombro, abismam-se em meus olhos.
E em minh'alma, lá dentro, eu sinto então, querida, Que eles deixam cair, no ardor em que me inflamo, Ah! e com que calor, com que sede de vida! Letra a letra, a tremer, o teu segredo: Eu te amo!
Publicado no livro Poesias: segunda série. Poema integrante da série Alma Livre, 1898/1901.
In: OLIVEIRA, Alberto de. Poesias completas. Ed. crít. Marco Aurélio Mello Reis. Rio de Janeiro: Núcleo Ed. da UERJ, 1978. v.2. (Fluminense
Como a Clarissa disse, a virada de 2008 para 2009 é apenas um momento, o que vale é o que iremos fazer durante o ano para torná-lo Feliz.
PROMESSAS
Estou me segurando ao máximo para não cair na tentação de fazer as promessas a serem cumpridas durante o ano, mas também não vou deixar a vida me levar para ver as coisas acontecerem. Vou apenas me esforçar para ser mais determinado em tudo e pensar mais antes de fazer algo. Como falei, 2008 não foi legal para mim e não quero que o mesmo ocorra com 2009.
Muitas coisas do que eu prometia nos inícios de anos, são aquelas que deveriam fazer parte da minha vida naturalmente; e se não as cumpri foi por falta de determinação e pensar nas conseqüências.
Preciso acertar os passos do meu caminho.
PAIXÕES - O Mundo dos Apaixonados
Preciso visitar o Mundo dos Apaixonados e entender um pouco sobre este lance de paixão.
Até que ponto devo controlar a minha paciência. Quero descobrir tamanho do espaço entre o "vou persistir" e o "desencana". Digo-vos isto por que pelo que sei, ainda não havia me apaixonado o suficiente a ponto de ir atrás e persistir. Mesmo ela falando que é complicada e tem uma vida idem, vejo que vale a pena, pelo menos é o que tem me levado a pensar. Só que como falei, estou ultrapassando os limites da minha paciência costumeira.
Estão surgindo algumas dúvidas devido ao comportamento dela que não é o mesmo no começo. Ou será que sou eu que não entendo as mulheres?
Como em algum post no passado eu já havia comentado que meu futuro é mudar para uma ilha e viver com a ajuda da metodologia Vegan, não vou encanar tanto se algo der errado.
Imitando o blog Caixa de Sapato (tem o link aí do lado) aqui vai a sugestão musical (é o que estou ouvindo enquanto escrevia estes textos:
Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém. Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei. Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara muitas vezes"! Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo). Mas vivi, e ainda vivo! Não passo pela vida... E você também não deveria passar! Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é "muito" pra ser insignificante.
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima. Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é...Autenticidade. Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de... Amadurecimento. Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é... Respeito. Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama... Amor-próprio. Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é... Simplicidade. Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes. Hoje descobri a... Humildade. Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude. Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é... Saber viver!!!
Era o relógio do meu avô, e quando o ganhei de meu pai ele disse Estou lhe dando o mausoléu de toda esperança e todo desejo: é extremamente provável que você o use para lograr o reducto absurdum de toda experiência humana, que será tão pouco adaptado às suas necessidades individuais quanto foi às dele e às do pai dele. Dou-lhe este relógio não para que você se lembre do tempo, mas para que você possa esquecê-lo por um momento de vez em quando e não gaste todo seu fôlego tentando conquistá-lo. Porque jamais se ganha batalha alguma, ele disse. Nenhuma batalha sequer é lutada. O campo revela ao homem apenas sua própria loucura e desespero, e a vitória é uma ilusão de filósofos e néscios.
[...]
Trecho do livro O Som e a Fúria de Willian Faukner que estou lendo.