Depois que comecei a freqüentar baladas e entrei na faculdade, comecei a me
deparar com diversos padrões de beleza/ estética. Percebi o quanto apenas uma
conversa besta cheia de clichês e um rostinho bonitinho atraem as pessoas. Em
determinado tempo, comecei a ter vergonha do meu corpo e até da minha aparência,
pois sou extremamente fora do esteriótipo de estética imposto pela
sociedade.
Conclui isto depois de tanto ficar indo à baladas e conversar com algumas
pessoas e analisar o tipo dos caras para quem eu perdia/perco algumas meninas.
Aprendi a ficar muito vaidoso também, comecei a usar lentes de contato,
comprei um óculos mais moderno, mudei meu estilo de roupa, mas sem cair muito na
modinha, que aliás nunca fui muito fã. Após algumas conversas, comecei a me
adimirar mais no espelho do banheiro. Tem momentos em que fico me elogiando em
voz alta e minha mãe fica perguntando com quem estou falando só para tirar
sarro.
Hoje, tenho um espelho no meu quarto e um na sala de frente com a porta e vou
colocar outro, que ganhei do arquiteto da C&A, na copa. Eles servem
para me ajudar a ver se estou bem com a roupa e me lembrar o quanto minha beleza
interior pode ser adicionada a exterior.
Após o termino da faculdade (daqui a duas semanas) vou procurar uma academia,
pois tenho que me tratar também bem controladamente. Ainda temnho momentos que
sinto vergonha do meu corpo quando estou pelado diante do espelho, mas isto vai
mudar.
Beleza Interior
The Flanders
Composição: Indisponível
Sei que você e tão linda amor Mas não pude acreditar Quando abriu a
boca foi um Horror E nem sabia o que falar Fiquei cuidando só do seu
visual Vai por um Pearcing no nariz Fazer regime fica passando mau E
acha que assim pode ser mais feliz Mas a vida passa tão rápido (Ooo ooo
oooooo) E tudo isso um dia vai acabar Quando chegar a hora de perecer(Ooo
ooo oooooo) Os bigatos vão te comer Tenho um intestino grosso E um
delgado um pulmão do lado esquerdo E o outro do outro lado Minha boca é
meio torta, mas isso não importa O que importa é a minha beleza
interior Meu cabelo já caiu não tem mais nenhum fio na frente Na gengiva
uma janela falta uma pa de dentes Gosto muito do que sou descobri isso de
repente O que importa é minha beleza interior Sei que você e tão linda
amor, mas não posso suportar Tiver assim só pensando no exterior, e lá dentro
o que que Há a a Andar na moda você se incomoda, se eu não puder te
acompanhar O silicone nem mesmo estalone vão te ajudar quando a
idade chegar Mas a vida passa tão rápido (Ooo ooo oooooo) E tudo isso
um dia vai acabar Quando chegar a hora de crescer (Ooo ooo oooooo) Os
pigarro vão te comer Tenho um intestino grosso E um delgado um pulmão do
lado esquerdo E o outro do outro lado Minha boca é meio torta, mas isso
não importa O que importa é a minha beleza interior Meu cabelo já caiu não
tem mais nenhum fio na frente Na gengiva uma janela falta uma pa de
dentes Gosto muito do que sou descobri isso de repente O que importa é
minha beleza interior Tenho um intestino grosso E um delgado um pulmão do
lado esquerdo E o outro do outro lado Minha boca é meio torta, mas isso
não importa O que importa é a minha beleza interior Meu cabelo já caiu não
tem mais nenhum fio na frente Na gengiva uma janela falta uma pa de
dentes Gosto muito do que sou descobri isso de repente O que importa é
minha beleza interior
Lendo esta notícia no Folha online (http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u469943.shtml) interessei-me pela história, pois lembrei-me que já havia lido quando criança e não lembrava como terminava. Como neste blog tem de tudo, lá vai a história.
PS.: acho que desta vez a cidade de Hamelin pagará pelo serviço
O flautista de Hamelin
Irmãos Grimm
Há muito, muitíssimo tempo, na próspera cidade de Hamelin, aconteceu algo muito estranho: uma manhã, quando seus gordos e satisfeitos habitantes saíram de suas casas, encontraram as ruas invadidas por milhares de ratos que iam devorando, insaciáveis, os grãos dos celeiros e a comida de suas bem providas despensas.
Ninguém conseguia imaginar a causa de tal invasão e, o que era pior, ninguém sabia o que fazer para acabar com tão inquietante praga.
Por mais que tentassem exterminá-los, ou ao menos afugentá-los, parecia ao contrário que mais e mais ratos apareciam na cidade. Tal era a quantidade de ratos que, dia após dia, começaram a esvaziar as ruas e as casas, e até mesmo os gatos fugiram assustados.
Ante a gravidade da situação, os homens importantes da cidade, vendo perigar suas riquezas pela voracidade dos ratos, convocaram o conselho e disseram: Daremos cem moedas de ouro a quem nos livrar dos ratos.
Pouco depois se apresentou a eles um flautista taciturno, alto e desengonçado, a quem ninguém havia visto antes, e lhes disse: "A recompensa será minha. Esta noite não haverá um só rato em Hamelin".
Dito isso, começou a andar pelas ruas e, enquanto passeava, tocava com sua flauta uma melodia maravilhosa, que encantava aos ratos, que iam saindo de seus esconderijos e seguiam hipnotizados os passos do flautista que tocava incessantemente.
E assim ia caminhando e tocando, levou-os a um lugar muito distante, tanto que nem sequer se poderia ver as muralhas da cidade.
Por aquele lugar passava um caudaloso rio onde, ao tentar cruzar para seguir o flautista, todos os ratos morreram afogados.
Os hamelineses, ao se verem livres das vorazes tropas de ratos, respiraram aliviados. E, tranqüilos e satisfeitos, voltaram aos seus prósperos negócios e tão contente estavam que organizaram uma grande festa para celebrar o final feliz, comendo excelentes manjares e dançando até altas horas da noite.
Na manhã seguinte, o flautista se apresentou ante o Conselho e reclamou aos importantes da cidade as cem moedas de ouro prometidas como recompensa. Porém esses, liberados de seu problema e cegos por sua avareza, reclamaram: “Saia de nossa cidade! Ou acaso acreditas que te pagaremos tanto ouro por tão pouca coisa como tocar a flauta?".
E, dito isso, os honrados homens do Conselho de Hamelin deram-lhe as costas dando grandes gargalhadas.
Furioso pela avareza e ingratidão dos hamelineses, o flautista, da mesma forma que fizera no dia anterior, tocou uma doce melodia uma e outra vez, insistentemente.
Porem esta vez não eram os ratos que o seguiam, e sim as crianças da cidade que, arrebatadas por aquele som maravilhoso, iam atrás dos passos do estranho músico. De mãos dadas e sorridentes, formavam uma grande fileira, surda aos pedidos e gritos de seus pais que, em vão, entre soluços de desespero, tentavam impedir que seguissem o flautista.
Nada conseguiram e o flautista os levou longe, muito longe, tão longe que ninguém poderia supor onde, e as crianças, como os ratos, nunca mais voltaram.
E na cidade só ficaram a seus opulentos habitantes e seus bem repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por suas sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza.
E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança.
Distimia é o nome dado à doença do mau humor crônico. Entre os sintomas estão
pessimismo, irritação, baixa auto estima, isolamento e perda do prazer nas
atividades.
Bem, para os amantes de Legião, não tem nem o que comentar muito das músicas.
Não lembro como, achei esta versão da música Vamos fazer um filme, com a banda
Leela cantando. Sou fã de Legião e me simpatizo um pouco com a banda Leela e
esta versão ficou bonitinha.
Não sei se já comentei o quanto sou criança para algumas coisas e relembrar o
que foi bom na minha infância me leva a isso também. Hoje, depois da missa, fui
ao Habib's com o Douglas, a Évelin (namorada do Douglas), o Jé e a Carla e
acabei conseguindo um boneco do Pica Pau (já tenho dois do Snoopy); portanto,
para relembrar, aqui vai um episódio legal (na minha opinião).
Amável Formalidade, tu és, sim, o bordão da vida, o bálsamo dos corações, a medianeira entre os homens, o vínculo da terra e do céu; tu enxugas as lágrimas de um pai, tu captas a indulgência de um Profeta. Se a dor adormece e a consciência se acomoda, a quem, senão a ti, devem esse imenso benefício? A estima que passa de chapéu na cabeça não diz nada à alma: mas a indiferência que corteja deixa-lhe uma deleitosa impressão. A razão é que, ao contrário de uma velha fórmula absurda, não é a letra que mata; a letra dá vida; o espírito é que é objeto de controvérsia, de dúvida, de interpretação, e conseguintemente de luta e de morte. Vive tu, amável Formalidade, para sossego do Damasceno e glória de Muhammed.
Trecho do capítulo 127, "Formalidade", do livro "MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS" de Machado de Assis
"Se eu pudesse eu estaria agora perto de você Se eu pudesse eu ficaria sempre junto de você Se eu pudesse eu estaria ouvindo o seu coração Se eu pudesse eu não faria nada, nem esta canção"
Trecho da música "Eu tenho uma camiseta escrita eu te amo" de Wander Wildner
O AMOR É PACIENTE E BOM, TUDO CRÊ, SUPORTA E ESPERA
Este lance de Amor que faz com que duas pessoas se unam a ponto de quererem morar juntos para sempre, é fenomenal mesmo. Falo isso porque ontem fui Padrinho de casamento de um super amigo meu, o Leandro.
Andávamos eu, o Leandro e o Éslei. Íamos em baladas, festas, viagens. Passávamos juntos por momentos tristes e alegres. Já há uns dois anos que não fazemos mais essas coisas porque o Éslei e o Leandro começaram a namorar, mas nem por isso a amizade abalou.
Quando vi o Éslei e o Leandro se abraçando, em emocionei. Quando fui abraçar o Leandro, não agüentei e chorei.
Desde o dia 03/10, ele não a procura. Está desencanado (ou pensa que está)
sobre o que pode(ria) acontecer entre eles. Neste momento, ele caminha pelas
ruas refletindo sobre o destino.
Desde o dia 03/10, que ela não o procura. Na verdade, deste 03/10 que ela
não consegue encontrar com ele. Ela vem tentando entender o que ele tem de
diferente que a chamou atenção. "Acho que o fato dele ser diferente é que me
chamou atenção. Resolve sair e caminhar refletindo sobre o
destino.
Agora os dois estão andando em lados opostos como
estivessem um vindo ao encontro do outro. Em uma certa distância ele a
reconhece.
"Não acredito que ela está sozinha, é a minha chance" ele
pensa. "Humm, lá está ele e parece que sozinho" ela pensa. Vêm na mente
dele, diversas maneiras de chamá-la para sair. "Se ele não me convidar ou
convido" ela diz pra si mesma.
Um para na frente do outro e por segundos as luzes de
seus olhos resolvem se encontrar. Então vem aquela conversa inicial de sempre
pra puxar assunto:
- Oi, tudo bem?
- Comigo está tudo ótimo e com vc?
- Tudo legal também. Indo para algum lugar?
- Não, apenas pensando no que eu poderia fazer hoje à noite.
- Puxa, uma menina como vc e a esta hora da tarde ainda não recebeu nenhum
convite para sair?
- Pois é. E vc? Irá fazer algo hoje à noite?
- Nada por enquanto. Ele busca coragem para poder falar,
só que sua timidez perceptível ainda o tormenta.
Bem...
- Sim, pode falar. - "se ele não falar eu falo."
- Acho que hoje... (prezado leitor (a) imagine alguém
gaguejando)
- Fala. - "ele não vai conseguir, vou ter de
falar"
Neste momento, aparecem duas amigas dela:
- Olá.
- Olá
- E aí amiga, temos uma programação para hoje à noite e
vc não pode dizer não. As meninas estão indo para minha casa para
planejarmos.
- Espere um pouco. (voltando-se para ele) Vc
ia dizer algo?
- Nada não. (se ele estava sem coragem de chamar apenas
quando estavam os dois, não seria agora com elas junto que ele iria conseguir
falar)
- Desculpe não te convidar amigo, é que será só com
meninas.
- Sem problemas, fica para uma próxima.
- Vamos então?
- Vamos. Abraços e até uma próxima. (ela diz
para ele)
Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.
A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.
A primavera só pode ser o que é porque o outono lhe embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assovios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas que mais tarde serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.
São as estações do tempo. São as estações da vida.
Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos faz abraçar o silêncio das sombras...
Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras...